Freguesia de Gaifar

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeira:Santa Eulália.
Habitantes: 263 habitantes (I.N.E. 2011) e 334 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura, pecuária, transformação de madeira e serralharia e construção civil.
Tradições festivas:Santa Eulália (1º Domingo de Agosto), Menino Jesus (25 de Dezembro) e Nossa Senhora do Livramento.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:Igreja paroquial e cruzeiro (lugar da Igreja) e aspectos rurais da freguesia.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Gaifar, ocupando cerca de 301 há, está localizada à margem direita do rio Neiva, sem contudo chegar até ao mesmo, já que se entrepõem antes as freguesias de Vilar das Almas e Sandiães, ambas a sul de Gaifar. Gaifar dista cerca de vinte quilómetros da sede do concelho, bem ao sul do mesmo e tem ainda a estabelecer-lhe limites a freguesia de Mato a norte. Refira-se que a nascente tem a já citada Vilar das Almas assim como a poente está Freixo e novamente Sandiães. Todas as freguesias citadas pertencentes ao concelho de Ponte de Lima.
Gaifar uma freguesia de reduzidas dimensões, com pouco mais de 100 fogos habitados, que fica situada entre S. Lourenço do Mato, Calvelo, Vilar das Almas e Sandiães.
RESENHA HISTÓRICA

 

No censual de Braga, do século XI, vem ainda como Sancta Eolalia de Cendon pagando a Braga, de censo, um moio (24 alqueires). Era das tabelas mais baixas. O topónimo Cendão encontra-se obliterado, não sendo possível localiza-lo. Já aparece referido no século X, pois, em Novembro de 959 os Condes Rodrigo Mendes e Elvira Alvites doaram ao mosteiro de Sobraddo entre Lima et Katavo, in rípa Navie, Villa Cendoni um adunctionibus suis. (Ver O Bispo D. Pedro, ob. cit., Vol. I, p. 203, do Cón.(Dr. Avelino J, Costa). Por este documento ficamos a saber que una tal Cendão (nome gótico do tema Kinths = criança) foi o senhor desta primiiva vila rústica.
 No ano de 1126 já vem a designação actual: Sancfa Eolalia de Gaifar e de illo monasterio Sancte Eolalic de Gaifar… (Liber Fidei, does. 460 e 4ü2), mas subsistindo ainda Cendão, como se pode ver por um documento de 1134 em que Paio Ourigues e esposa cedem à Sé de Braga a herdade que possuíam in villa Cendoni in ripa Nevia a qual lhes fora doada por D. Afonso Henriques (Liber Fidei, doc. 477.
A vila Galifari (Gaifar) devia incluir as três actuais quintas de: Assento ou Santa Baia, Vila e Carrasca, esta confrontando já com S, Lourenço do Mato, onde existe também o topónimo Gaifar, certamente por ser contíguo a esta antiga vila. Os documentos falam claramente da existência de um mosteiro nesta freguesia que os naturais já não recordam e cujo último abade foi Frei Diogo do Espírito Santo Luís Delgado, natural de S. Paio de Arcos para onde foi residir após a extinção das ordens religiosas decretada pelo tristemente célebre «mata-frades», Joaquim António de Aguiar, em 1834 (ver o Culto de S. Bento na Terra de Valdevez, p. 82, do Cón. Dr. Avelino J. Costa).
Além da referência feita, outros documentos citam este mosteiro como, v.g., um de 1151: doação a D. João Peculiar in monasterio de Gayfar (Ljber Fidei, doc. 318). Ver O Bispo D. Pedro… Vol.2 p.128.
Embora a tradição já não o confirme, o mosteiro devia situar-se na actual Quinta do Assento ou Santa Baia, onde ainda existe um terreno, denominado «Campo da Igreja». Aí aparecem restos de sepulturas e fragmentos de tégulas.
A igreja (dos fins do Séc. XVIII) encontra-se, actualmente, fora dos muros da Quinta.
Ainda, outra informação acerca da história de Gaifar:
(…) 1135(1), Junho, 6-D.Afonso Henriques doa a Paio Honorigues uma propriedade na vila de Cendoni (freg. de Gaifar, coc. de Ponte de Lima Líber Fidei, fl. 119 v., doc. 425.
Publ.: A. E. REUTER, Chancelarias Med. Port., I, 86-87, nº 68, e DR., l, p. 172, nº 149,
Reg.: P. A. DE J. DA COSTA, O Bispo D. Pedro, II, p. 128.
KARTA DONATIONIS QUAM FACIT ADEPONSUS PORTUGALENSIS PRINCEPS PELAGlO ONORIGUIZ DE HEREDITATE IN VILLA CE(N) DONI (2)
       In Christi nomine. Quoniam regum est ac principum (3) de propriis   possesionibus propriam voluntatem explere necnon etiam uniuscuiusque   que viri ingenui, ego Alfonsus Portugalensium princeps comitis Henrici et regine Tarasie filius magni quoque regis Alfonsi nepos facio kartam donationis et firmitatis tibi Pelagio Onoriguici de hereditati mea própria quam habeo in villa quam vocitant Ce(n)doni (2) pro servitio quod mini fesciti et pró amore cordis mei.Do ergo et concedo eam tibi per suos terminos et locos antiquos ubicumque eam potueritis invenire vel quicquid.
Outros trabalhos editados nos informam que a freguesia de Santa Eulália de Gaifar , é antiga e anterior à nossa nacionalidade, encontrando-se fortemente documentada em escrituras do séc XII. Era vigairaria da apresentação do Cabido da Sé de Braga, no antigo concelho de Albergaria de Penela.
Compreende os lugares de Barrocas, Cachadas, Rua, Baralde, Posa, Igreja, Alminhas, Monte, Corgo, Naia e Souto do Monte.
Primitivo povoamento pré-histórico com notáveis vestígios arqueológicos na sua área e imediações, o topónimo regista-se pela primeira vez em 1126. Entregue ao Cabido da Sé de Braga em 1145, aquando da divisão das rendas da diocese, foi-lhe confirmada a entrega em 1188. Começa a aparecer no território de Penela com as inquirições de 1129.
Nas inquirições fonsinas, de 1220 e 1258, alude-se a esta freguesia, situando-a na Terra de Penela.
Em 1369 – 1380, “A egreja de Gueyffar he emprazada ( … ) com o lugar que chamam de Cenoy”. Cendom, que em 1135 aparece como “villa ( … ) Cendoni” e depois como simples lugar de Gaifar.
Por largos anos deu o nome à freguesia, que assim, de denominou Santa Eulália de Cendoni. Antes como agora a agricultura é a principal actividade económica, sobressaindo-se actualmente a exploração agrícola através das estufas.
Américo Costa descreve Santa Eulália de Gaifar como vigairaria da apresentação do Cabido da Sé de Braga, no antigo concelho de Albergaria de Penela.

Freguesia de Sandiães

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA
Padroeiro: S. Mamede.
Habitantes: 436 habitantes (I.N.E.2011) e 476 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária, transformação de madeira, indústria têxtil, panificação e pequeno comércio.
Tradições festivas:S. Mamede, S. Brás e Nossa Senhora de Fátima (17 de Agosto).
Valores patrimoniais e aspectos turísticos:Igreja paroquial, cruzeiro, Ponte de Anhel e Quinta do Vasco.
Artesanato: Cestaria e olaria.
Colectividades: Grupo Folclórico Danças e Cantares do Neiva – Sandiães”.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS

Situada na margem direita do rio Neiva, a Freguesia de Sandiães dista cerca de dezasseis quilómetros, a Sul, da sede do concelho de Ponte de Lima ao qual pertence. Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte, a Freguesia de Gaifar, a Freguesia de Freixo e a Freguesia de Ardegão. A Sul, a Freguesia de Alheiras e a Freguesia de Igreja Nova. A Nascente, a Freguesia de Vilar das Almas e a Poente a Freguesia de Panque. Vale a pena referir que as freguesias de Panque, Igreja Nova e Alheiras, são pertencentes ao concelho de Barcelos.

Os lugares principais são: Assento, Barranca, Carreira, Cruzeiro, Ermemil, Gaelas, Longra, Outeiro da Ribeira, Ponte do Anhel, Proence, Rua Direita, Soutelo.
RESENHA HISTÓRICA
A toponímia antroponímica desta freguesia, cuja criação é anterior, talvez muito, ao século XIII, revela uma considerável antiguidade de povoamento do seu território, mesmo não considerando as lições da sua arqueologia pré-histórica.
Entre os mais e os menos antigos nomes de lugares da freguesia, quatro, pelo menos, têm origem em nomes pessoais de raiz germânica, mostrando a existência mais que milenária de propriedades rústicas e revelando os nomes dos seus possessores medievais. São os casos do topónimo principal (e principal porque nele se edificou antes do século XII a igreja de São Mamede, que veio a ser a paroquial), Sandiães (de Sindinus), Irmensil (de Ermensilus), Aljariz (de Argericus) e Gados (de Cattus).
Nos meados do século XIII, Sandiães, que era das mais antigas freguesias na terra ou julgado medieval de Penela, compunha-se de prédios reguengos avulsos (poucos) e de herdades afossadeiras que revelavam uma situação da classe popular local relativamente próspera. As fossadeiras eram pagas pelo S. Miguel com certa variedade, desde meia vara até várias e vários côvados de bragal (e até uma paga apenas uma teiga de milho “pela de Barcelos”, isto é, pelas medidas desta localidade, e outra apenas um dinheiro).
De resto, havia os encargos gerais de uma freguesia por esses tempos: peitar a voz e a coima (casos crimes), ir na anúduva (serviço no castelo de Penela ou outros), “vida” ao mordomo “senhas vezes em cada mês”, dois Ovos pela Páscoa e “senhos frângãos” adiante do S. João – por casal ou herdade, certamente. Também era costume dar-se ao Castelo de Penela um ovo (por casal e por mês) ou o valor dele.
Na primeira metade do século XIII, comprou aqui uma herdade foreira o filho de algo D. Martim Peres “Zota”, irmão do rico-homem D. João Peres “Redondo”, o qual, claro está, a honrava. Então, a Coroa não possuía o padroado da igreja de S. Mamede.
Em 1220 pagava toda a freguesia de fossadeira onze côvados de bragal e um dinheiro; dava a “vida” ao mordomo de Penela e ao casteleiro deste castelo, uma vez por mês e qual houver, não sendo, pois, obrigados os habitantes a fazer refeições especiais; e, nessa data, a igreja local possuía na freguesia searas e “quebradas”, e a Ordem do Hospital tinha sete casais (além de partes de um em Argeriz) e quatro bragais de renda.
O livro “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo” diz que: «As Inquirições afonsinas de 1220 e 1258 referem-na na terra de Penela, sob a designação de “Sancti Mamete de Sindianes”. È designada freguesia nas Inquirições de D. Dinis e, em 1320, na taxação das igrejas, benefícios e mosteiros, aparece na Terra de Aguiar de Neiva, com 45 libras. o censual de D. Jore da Costa (1489-1493) regista que o rendimento desta igreja em dinheiro (com orturas) ascendia a 619 réis e 4 pretos. Américo Costa descreve esta freguesia, outrora pertencente ao concelho e Albergaria de Penela, como abadia da apresentação da Mitra».

Freguesia de Vilar das Almas

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeiro: Santo Estevão.
Habitantes: 374 habitantes (I.N.E 2011) e 435 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária e pequeno comércio.
Tradições festivas: Santo Cristo e Senhora da Guia (Agosto), Santo Estêvão e o Menino (25 de Dezembro).
Valores patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Quintas do Pereiro, de Proence, moinhos de rio em Santo António e lugares do Salgueiral e da Manga, belezas ribeirinhas do rio Neiva.
Artesanato: Tecelagem de linho.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Vilar das Almas, situada nas margens do rio Neiva, dista cerca de vinte quilómetros da sede do concelho, e ocupa uma área de cerca de 521 ha.
Pertencem-lhe os lugares de Além, Cachada, Eido e Eido Velho, Eiras, Freitas, Monte, Outeiro, Rua, Santo António e Talho.
RESENHA HISTÓRICA 
O povoamento do território desta freguesia é muito anterior ao século XII.
Datado de um período anterior à nacionalidade, nas imediações existem fortificações castrejas e outros vestígios de povos primitivos. A toponímia apresenta casos vários de genitivos pessoais de nomes de origem germânica, anteriores, de séculos, à Fundação.
O mais significativo dos seus topónimos será, ainda assim, Vilar, o principal, que deu nome à freguesia, com a curiosidade de ser apenas a denominação da freguesia e não de uma povoação. O que é notável, porque a designação de Vilar implica um lugar bem determinado, até bem circunscrito ou relativamente restrito, quer provenha aqui de designação de uma fracção de “villa” agrária pré-nacional (o mais aceitável), quer signifique um núcleo populacional sobre si ou isolado, mais tardio. Em todo o caso, é possível que Vilar seja um topónimo correspondente a uma “villa” cujo termo abrangesse a totalidade, ou quase, da actual freguesia, o que, em parte, explicaria a razão por que a toponímia é tão pouco expressiva de antiguidade, faltando, nomeadamente, os genitivos antroponímicos que aparecem nas freguesias vizinhas: é que não existiu aqui propriamente uma “villa”, mas fracção de “villa”, que depois se individualizou, com termo próprio, e se formalizou em paróquia – a de Santo Estêvão de Riba de Neiva, assim chamada ainda nos meados do século XIII.
A designação, nestas condições, proviria de uma época crivelmente pré-nacional. E, como a igreja do “vilar” foi edificada cerca das nascentes do rio, e dele distando duzentos metros, daí a designação toponímica da igreja, que, por costume, se foi conservando, ainda quando Vilar já se houvesse firmado como topónimo: paróquia de Santo Estêvão de Riba de Neiva, o que quer dizer “sita em riba de Neiva”.
Por fim, Vilar, já topónimo (a que muito mais tarde se agregou “das Almas” para distinção dos outros e muitos Vilares, aproveitando-se a característica religiosa local de alguma irmandade ou confraria antiga e importante), deixou. designação do local (da igreja, já se vê) para restar na da freguesia toda, passando o lugar de Vilar, propriamente, a dizer-se Igreja, fenómeno toponímico com causas religiosas, muito comum no norte do país.
A igreja deve ser de fundação muito anterior à Nacionalidade. Foi abadia, sendo o abade apresentado pelo ordinário, decerto pela mesma razão de posse arquiepiscopal do vizinho couto de Gaifar (doação de fidalgos no século XII ou XIII, o mais tarde).

A freguesia – que deverá ter sido instituída como paróquia só no século Xll – pertenceu ao concelho de Albergaria de Penela, onde se manteve de ainda antes da Fundação até à sua extinção, no ano de 1855, passando para o actual concelho de Ponte de Lima, de que ocupa o extremo sudestino.

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos.
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